![]() |
|
||
![]() |
![]() |
||
| |
|||
|
Escrito por Elizangela Costa às 02h16
envie
esta mensagem
Como saber...?
Às vezes desejamos tirar o pé do chão, Viver a paixão Só pra ver aonde vai dar. Às vezes arriscamos um “tudo” Jogamos fora o que julgamos “certo” E só então nos damos conta do quanto estávamos errados. Às vezes, complicamos tanto o que é tão fácil Tudo em razão de uma falsa segurança Cuja fragilidade nem sempre nos damos conta. Às vezes, as oportunidades nos chamam, Gritam o nosso nome Mas nem sempre estamos prontos para arriscar. Porém, há aquele dia que acordamos com vontade de “chutar o balde”, E apostamos naquilo que julgamos errado. Loucura? Incrível, mas não é loucura. percebemos quão frágil parece-nos a fortaleza que achávamos ter construído. O mundo parece ruir, Mas nada mais nos importa Já fizemos o mais difícil: Rompemos as barreiras das situações cômodas. Depois, o que parecia ser nada é o nosso TUDO E o que era o tudo é agora nada Experimentar o novo pode parecer loucura Mas pode colorir o nosso presente E reinventar o futuro que, em nossos planos, parecia perdido. Como saber sem arriscar-se? Escrito por Elizangela Costa às 23h19
envie
esta mensagem
Quem dera...!
Elizangela Costa
Quem dera a vida fosse só azul, alegria e festa, quem dera! Mas nem sempre a vida é assim, às vezes chega a doer, mas faz crescer. Crescer é bom, porque quando somos “grandes” temos a dimensão exata do que queremos e como alcançar: com calma, paciência. Algo comparado à contemplação de um rio de águas cristalinas, em mansa correnteza, sem pressa alguma de alcançar o seu destino, porque sabe exatamente que nele vai chegar. Sabemos que estamos crescidos, mais maduros, exatamente quando a euforia acaba, quando vamos aprendendo a usar estratégias mais inteligentes para alcançar nossos objetivos. Quem dera aprendêssemos isso antes de cometermos tantos erros, mas só nos damos conta de que crescemos quando sentimos os espinhos que encontramos pelo caminho, na loucura desenfreada de fazer as coisas acontecerem ao nosso tempo, atropelando os fatos, e mandando para bem longe tudo aquilo que queríamos bem perto de nós. Quem dera soubéssemos ter a serenidade da lua, que ao final de um dia, triste ou alegre, sempre aparece, prateando os vales, serenando os corações aflitos, dando um show de beleza, encanto e simplicidade, porque mesmo majestosa, faz-se singela para não humilhar àqueles que a contempla infinitamente. Quem dera! Quem dera nos déssemos conta das ilusões que criamos ou às quais nos entregamos, mas é pena que isso só aconteça, quando já cheios de dor, somos obrigados a parar no caminho e arrancar os espinhos, um por vez, com cuidado, para não machucar mais do que o necessário. Evolução! Viver é evoluir, mas quem foi que disse que evolução é sofrimento? Podemos escolher: os caminhos ilusórios, que mesmo curtos, revelam-se cheios de plantas secas, de espinhos, que nos impedem de chegarmos aos nossos destinos ilesos; ou ainda os caminhos das flores, que ilusoriamente nos parecem longos demais para a urgência que carregamos em nosso íntimo, mas que nos oferecem, a cada passo, um espetáculo de flores coloridas, perfumadas, jardins floridos e bem cuidados, lagos e rios cristalinos, que nos encantam de tal maneira, que ao chegarmos ao destino nem nos damos conta da extensão percorrida, porque ao contrário do primeiro, foi o caminho mais prazeroso, suave e leve. Podemos evoluir assim, com leveza, suavidade e amor, mas por que será que escolhemos o inverso? Celebremos a vida e as oportunidades de sermos felizes como somos e com o que temos. Façamos das nossas vidas um eterno jardim, para que aqueles que passarem por ele queiram se aproximar e embalados pelo encanto e perfume das flores desejem ficar. Ah... quem dera tivesse eu aprendido tudo isso ainda criança, teria evitado tantas coisas... ah, quem dera! Escrito por Elizangela Costa às 23h38
envie
esta mensagem
Desejos na Madrugada
Elizangela Costa Que amor é esse que ronda os corações apaixonados? Há um aroma diferente no ar. Enamorados lotam os bares, as ruas, beijos, abraços, acasos, será? Ruas e esquinas dobradas. No carro ao lado um casal apaixonado, beijo roubado, furtado, desejado. Abre o sinal, sigo em frente, música romântica ao som do carro, tema da fantasia que se materializa em minha mente. É madrugada, volto mais uma noite da balada, sensação de vazio, pensamento distante. Busco um amor que atravesse meu coração como um carro desgovernado, que derrube a ordem estabelecida e todas as regras. Penso nas possibilidades dispensadas, talvez loucura, talvez não. O fato é que agora, a caminho de casa, tudo é solidão. A música suave no rádio fala do amor de duas metades: Adriana Calcanhoto! Como pode ter decifrado tão bem, o que vai aqui, no coração? Suspiro e pergunto “por onde andará meu grande e tão sonhado amor?” O sinal está fechado, não é prudente parar em plena madrugada, mas um casal no carro ao lado, chama minha atenção: ele puxa o seu rosto, beija sua boca com tanta paixão. Ai, ai.... Novo suspiro! Afasto o pensamento que invade todo o meu ser. Por um segundo imaginei-me naquela cena, com o meu amor, voltando pra casa e iniciando uma nova etapa da noite, a dois, a sós, com o testemunho da lua, talvez. Enfim...acordo do louco pensamento, sigo em frente e logo ali, na calçada, outro casal enamorado. Não é possível! Quanto mais fujo dessas visões, mais elas me atormentam. Finalmente em casa: “Lar, doce lar!”... Sozinha, esfrio a cabeça embaixo do chuveiro, lavo minha alma e meus sonhos, abraço meu corpo tentando sentir-me acompanhada. Ilusão! De volta ao mundo real, vou para o quarto, entrego-me à cama na escuridão, fecho os olhos buscando o sono, em vão! Agarro meu velho amigo travesseiro e permito uma lágrima de saudade de alguém que não conheço. Assim, vou cedendo, entregando-me aos poucos ao sono que invade meu ser como um bálsamo ao meu coração. Um novo dia devolver-me-á à realidade: carreira, sonhos, dias agitados, compromissos agendados, prazos, metas, viagens, camuflagens necessárias. E tudo volta ao normal, até o próximo fim de semana, quando o amor, enfim, volta a inquietar-me por dentro, atiçar meu desejo e povoar minhas madrugadas.
Escrito por Elizangela Costa às 00h20
envie
esta mensagem
Natal
Momento de reflexão! Ficamos mais quietinhos, pensativos. Nesse momento fazemos um balanço de nossas vidas: Tudo o que nos aconteceu de bom ou de ruim; sentimo-nos frustrados pelos projetos não concretizados e nos esquecemos de celebrar as pequenas conquistas. É certo que mesmo em momentos de tribulações aprendemos algo, ganhamos algo: um amigo, uma experiência, um novo ponto de vista de uma situação. Mas também é certo que esse é o momento em que estamos mais fragilizados e tendemos a analisar aquilo que não conseguimos, as metas que traçamos e não atingimos. Ficamos tão presos em nós mesmos, em nossas coisas, em nossas vidas que nos esquecemos de estender o olhar, de ampliar nosso campo de visão. Esquecemos de celebrar aquilo que temos, que conquistamos, e que podemos dividir. Hoje, por exemplo, alguns “adultos de rua” (porque agora eles também dividem os semáforos com os meninos), abordaram-me no carro. Pediram uma moeda. Fiquei pensando em como pode ser a história de cada uma dessas pessoas. Onde vivem, se têm família, se têm casa, filhos. Pensei em tudo o que tenho e sinceramente me envergonhei, não de ter o que tenho, porque trabalhamos para conquistar nossos sonhos e suprir nossas necessidades, mas de muitas vezes ter chorado por tão pouco, ou por coisas que realmente passam em nossas vidas. Eu nunca chorei de fome ou de sede, eu nunca vi meu filho chorar pelo mesmo motivo. No entanto, chorei, porque as coisas não saíram como eu havia planejado, por querer tudo com urgência, por não ter conseguido seguir o caminho que achei que era o melhor pra mim. E aquelas pessoas, talvez nem pensassem nessas coisas se tivessem o que eu tenho. Obrigado meu Deus por tudo o que tenho e por tudo o que sou! Fazei com que eu aprenda a dividir e a pensar no próximo! Foi exatamente isso que pensei no momento em que dei a moeda. Fazendo um balanço de minha vida hoje, descobri que aprendi a mais importante lição: a de que eu não mando em minha vida. Posso escolher os caminhos tortos, mas sou obrigada a retornar ao caminho certo. Aprendi que os caminhos tortos são os que nos parecem mais bonitos, mais fáceis, porém é como uma rosa, mesmo com toda a sua beleza, possui espinhos. Aprendi que retornar é necessário, que não sabemos o que é melhor pra nós até tentarmos muitas vezes. Pensando em todas essas coisas, de repente descobri que ganhei tanto neste ano! Ganhei vontade de brigar pelos meus sonhos, ganhei amigos especiais, tornei-me mais solidária. Tive vontade de abraçar as pessoas e abracei, tive vontade de beijar as pessoas e beijei, tive vontade de dizer eu Te amo e disse, tive vontade de fazer meus amigos sentirem que são especiais para mim e fiz, tive vontade de mudar e mudei. Hoje sou melhor do que ontem. No balanço do ano percebo que tenho lindos presentes para oferecer ao aniversariante da noite natalina. Ofereço a Jesus, no dia do seu aniversário, minhas boas ações, meu coração mais fraterno, as lições aprendidas e minhas boas intenções de me tornar um ser humano melhor a cada dia. Você já fez o seu balanço? Já escolheu os presentes que quer entregar a Jesus? Que a energia natalina possa tocar o seu coração como toca o meu e que você possa perceber a pessoa especial que é. A você, que chegou ao final desse texto, meus votos de um Feliz Natal, e um 2006 repleto de luz em seu coração. Escrito por Elizangela Costa às 13h15
envie
esta mensagem
Estou indignada!
Elizangela Costa
Estou indignada! Acabo de assistir uma matéria no Fantástico que me causa, sinceramente, náusea, indignação e revolta. Soldados promovidos a sargentos em uma companhia do Exército em Curitiba sendo torturados da maneira mais humilhante e inaceitável. Levaram choques, chineladas, foram queimados a ferro. Meu Deus, o que é isso? São homens? Os homens que deveriam ser formados para nos proteger são os primeiros a espalhar pânico e terror. O que é isso? Parece que as torturas praticadas na época da ditadura contra os civis, ainda são alimentadas debaixo dos olhos do exército. Vocês acreditam que o exército declarou não ter conhecimento do ocorrido? Como não? Inúmeras histórias de torturas em quartéis do exército ou da Polícia levaram muitos dos filhos dessa pátria a óbito e pelo jeito nada mudou. Isso me entristece profundamente, sinceramente ainda sinto náuseas e uma vontade imensa de gritar CHEGA! Onde chegaremos com isso? Como podemos ver cenas dessa natureza e continuar a viver dia-a dia, como se nada tivesse acontecido? O que nós, brasileiros, vamos fazer contra essas barbaridades. Até quando ainda aprovaremos tais atitudes de homens, repito, homens! A ênfase é para refletirmos que não estamos falando de animais, pois estes quando atacam, o fazem para satisfazer um instinto, para saciar a fome ou para sua defesa. E o homem, por que age dessa maneira? O que leva o ser humano a agir dessa maneira violenta? Aqueles militares não pareciam nem um pouco amedrontados com o que faziam, pareciam gostar, eram capazes de rir, e o que é pior de registrar com fotos e vídeos o terror dos torturados. Inconcebível! Provavelmente repetem comportamentos dos quais foram vítimas. É por isso que sou contra qualquer tipo de trote que use de violência ou de humilhação. Sou contra os trotes universitários e contra tudo que exponha o outro à humilhação e ao risco de vida. Precisamos fazer algo para que cenas como essas nunca mais sejam exibidas em nossos telejornais. Precisamos repensar nossos valores, porque acredito que pessoas que se satisfazem com o sofrimento alheio dessa maneira, são anormais, possuem desvio de conduta. Pessoas que agem dessa maneira, não se tornaram violentas da noite para o dia, são o resultado da somatória de experiências vividas. Por isso pergunto, o que fazemos por nossas crianças? Que valores temos ensinado a elas? Precisamos pensar nisso, porque tudo o que fizermos a elas, de bom ou de ruim, repercutirá no adulto que ela será. Olhemos as nossas crianças! Mas o olhar ao qual me refiro é o olhar cuidadoso, atencioso, capaz de perceber, nos atos de rebeldia, sinais e pedidos de ajuda. Assim, podemos mudar o futuro. E quanto ao presente, quanto aos tristes fatos que temos presenciado ou acompanhado nos noticiários, espero que não os deixemos cair no esquecimento. Espero que cada um de nós, lute da maneira que puder, para que casos como esses não se repitam mais na nossa história. Escrito por Elizangela Costa às 23h07
envie
esta mensagem
Metamorfose
Elizangela Costa
Essa é uma história cotidiana de uma menina... perdão, de uma mulher que descobre as nuances do amor em cada passo dado em falso, em cada poesia inventada por seu coração, em cada olhar perdido de paixão. A história é de Vitória, mas podia ser minha ou sua! Vitória acabara de sair de um relacionamento complicado, ao qual entregara-se sem medo e sem reservas. Sofrera noites inteiras de solidão. Seus dias pareciam intermináveis, atormentada pela culpa de nada ter percebido. Precisava admitir: fora traída! Porém, Vitória era uma pessoa especial, demoraria, mas conseguiria exorcizar aquele sentimento insuportável de fracasso e rejeição. Nesse momento, era como uma lagarta feia, que se esconde em seu casulo e por lá permanece até que o processo de metamorfose aconteça por completo. Mesmo sabendo que precisava, não tinha a menor vontade de sair dessa condição. Dudu, seu amigo de longa data, preocupado em reanimá-la, preparou um churrasco, reunindo antigos colegas de faculdade. Vitória gostou da idéia de rever pessoas especiais, que a vida encarregara-se de separar. Agora podia reencontrá-los! Foi essa a motivação que a arrancou de casa. Entre abraços calorosos de saudade, aos poucos ela já sorria em meio às lembranças das histórias vividas nos tempos da faculdade e contadas ali. A tarde seguia assim, alegre, gostosa, quando de repente seu olhar percebeu a presença de um rapaz que se destacava dos demais. Vitória sabia que não o conhecia e logo descobriu tratar-se de convidado de um colega em comum. Seus olhos cruzaram com os dele e à medida que detinha seu olhar a examiná-lo, foi tomada por um frio na espinha, uma perturbação incontrolável. Percebia-se encantada: o formato da boca, os traços perfeitos, olhar misterioso. Ele também notara sua presença e estudara cada movimento seu, porém não se atreveria a se aproximar, afinal ela parecia séria demais aos seus olhos. Talvez fosse isso que a tornasse tão atraente e pelo mesmo motivo procurou saber tudo a seu respeito. Ela, por sua vez, alheia a tudo isso, torcia para que ele a tirasse para dançar, era a única maneira que percebia de aproximar-se. Não queria sentir nem de longe o gosto amargo de ser rejeitada. Lembrara-se do ex-namorado e, decididamente, não queria vivenciar tudo isso outra vez. Manteve-se afastada, mesmo desejando ardentemente uma aproximação, que não aconteceu. O tempo passou rápido demais. Como num passe de mágica, via seu sonho despedir-se de todos, adentrar ao carro e sumir bem diante dos seus olhos, talvez para nunca mais. Nesse momento de total desespero, pensava em milhões de coisas ao mesmo tempo: em tudo que poderia estar perdendo, na possibilidade de um amor verdadeiro não vivido, e, principalmente, na angústia de viver por muitos dias com uma insuportável interrogação a gritar em seus ouvidos: "POR QUE NÃO TENTOU?". E viver com isso na cabeça? Nem pensar! Tomada por impulso buscou informações sobre o rapaz, conseguiu seu celular, respirou fundo, tomou coragem e ligou. Tropeçou nas palavras, no fundo esperava um NÃO e preparava-se para desculpar-se, mas, não foi o que aconteceu. O rapaz riu muito da maneira atrapalhada como ela falou e disse que gostaria de conhecê-la melhor. O chão faltou sob os pés de Vitória e quando ele perguntou se podia ligar mais tarde para combinarem um encontro, ela quase não conseguiu segurar sua alegria. Queria extravasar, gritar, pular e foi nesse estado de euforia que Vitória esperou ansiosa as horas e minutos "eternos" passarem. Coração acelerado, em sincronia com os ponteiros dos segundos do relógio que consultava, a todo o momento, ansiosa pelo toque do seu telefone. Que angústia! E quando o esperado aconteceu, parecia ver o céu estrelado e anjos tocando flautas enquanto combinavam os detalhes. Podem imaginar o que significa sentir que se está bem diante da pessoa perfeita pra você? Foi assim que Vitória se sentiu quando se viu bem pertinho dele. Logo confirmou sua hipótese: o jeito como ele tocou o seu rosto, seu beijo e o jeito de falar com ela, fizeram com que Vitória derrubasse ali, qualquer dúvida, que por ventura ainda existisse. Enquanto seus lábios beijavam os dele, imaginava que finalmente encontrara seu grande amor, a química era perfeita! Estava perdidamente apaixonada. Os dias que se seguiram foram perfeitos, encontros românticos, palavras doces e apaixonadas. Entregava-se mais uma vez ao amor! Nem de longe lembrou dos dias tristes vividos antes do primeiro encontro. Combinaram um fim de semana a sós e Vitória o esperou. Estava belíssima, preparou um jantar romântico. Seria um dia inesquecível, ela pensava. E realmente foi. Ele não apareceu e não deu qualquer satisfação. Silêncio total nos dias que se seguiram até que ele telefonou, como se nada tivesse acontecido, tratou-a com o carinho de sempre. É claro, que ela ficou indignada e fez a pergunta que a angustiava nesses dias: "você tem outra pessoa?" Um silêncio insuportável fez-se nesse momento. Palavra alguma precisava ser dita, o silêncio era o "sim" que ela tanto temia, mas ainda assim, ele confirmou. Faltou o chão sob os seus pés! Depois disso, Vitória não ouvia mais nada, pensava somente que mais uma vez havia se enganado. É incrível como muitas vezes temos força para enfrentarmos grandes barreiras, enormes desafios, mas nos deixamos abater por coisas tão pequenas! Vitória fechou-se em seu casulo. Desligou o telefone, totalmente perplexa, e chorou. Estava "destruída", Sentia-se enganada, humilhada, rejeitada mais uma vez. E qual lagarta, em processo doloroso e solitário de metamorfose, fechou-se completamente ao mundo, permitiu-se sofrer tudo o que foi possível. Dessa vez, sabia que teria que encarar essa dor e suportá-la até o fim. Foram os dias mais difíceis de sua vida, mas colocou cada pedaço de si em seu devido lugar. E assim como há calmaria depois da tempestade, como todo sofrimento tem um fim, eis que em um belo dia de sol, surge do casulo uma linda borboleta, de asas enormes de um azul turquesa intenso. Segura em seu vôo altivo, pouso delicado, porém firme. Assim era Vitória: antes, uma menina, agora, uma mulher forte, determinada e segura, decidida a seguir em frente, alçar grandes vôos. Não viveria à espera de um grande amor, mas não fugiria dele, seria dona das suas escolhas. Permitiria à brisa conduzi-la num vôo suave rumo ao seu destino. Vitória, enfim, estava pronta para uma nova etapa de sua vida: mais bonita mais segura, e como não podia deixar de ser, mais mulher, mais madura, mais Vitória! Escrito por Elizangela Costa às 19h51
envie
esta mensagem
Eu Quero Paz!
Já pararam pra pensar como pedimos a todo instante um pouco de paz? Vivemos nesse mundo conturbado, em que corremos atrás das coisas como se fossem as últimas oportunidades das nossas vidas. Estamos sempre atarefados, ocupados com os nossos afazeres e tão concentrados neles, que nada mais vemos à nossa frente. Dirigimos com urgência; comemos com urgência, quando comemos; conversamos com urgência; beijamos rapidamente a nossa família, quando fazemos. Isso porque o mundo globalizado, agitado, acelerado, clama a nossa atenção. O que molda nossas atitudes, as atitudes do homem moderno, em grande parte, são os avanços tecnológicos, as novas exigências do mundo do trabalho que nos faz correr atrás do domínio das linguagens atuais e garantir nosso sustento, nosso “ganha-pão”. Já perceberam como mudamos a partir disso? Nem estou dizendo daquilo que nossos olhos vêem facilmente, mas sim das coisas que nem sempre percebemos, porque não temos tempo, nem interesse, nem olhos de ver. As relações humanas estão a cada dia mais difíceis, não temos tempo de parar ao menos para sentir nossas próprias vibrações, os desejos do nosso corpo, as necessidades do nosso espírito. Que dirá perceber o outro! Isso é algo raro e cada dia mais necessário. A sociedade mudou! Andamos inventando maneiras de nos proteger desse mundo violento, mas vamos falar sério? Já nem nos assusta mais. Catástrofes, tragédias anunciadas na TV, diariamente ocupam poucos minutos de nossa atenção, porque no fundo sabemos que no jornal da noite outras tragédias serão anunciadas. E assim, vamos nos habituando a conviver com o que nos “parece” normal. Digo isso, pela maneira como reagimos diante desses fatos, parecem não nos abalar. Inventamos sempre maneiras de sobreviver nesse mundo, de seguir em frente, sem assumirmos a responsabilidade individual de modificá-lo. Isso acaba sempre sendo a tarefa de alguém que tenha tempo pra isso, “porque eu não tenho, sou ocupado demais!” Seja sincero, nunca pensou assim? É triste ver e perceber o tipo de seres humanos que estamos nos tornando. Isso tem me incomodado a ponto de repensar minhas atitudes, de refletir como aproveito meu tempo. Hoje, por exemplo, não reenvio mais correntes que recebo na internet que denigram a imagem do nosso país, como as que têm circulado “acabando” com o nosso Presidente. E isso nada tem a ver com a minha posição política, também não quer dizer que eu apóie ou que ache correto o que está acontecendo de errado. Tem a ver com minha posição ética e cidadã, tem a ver com o desejo que tenho de ajudar na mudança das coisas negativas do meu país, para fazer circular imagens positivas dele, lá fora. Será que os americanos repassam correntes que denigram a imagem do seu país ou do seu presidente? Imagine se, ao contrário, despendêssemos toda essa energia enviando mensagens de amor, se a usássemos para apoiar as tentativas de construção de um Brasil melhor? Imagine se ao invés de nos posicionarmos enquanto espectadores, numa atitude cômoda de apontar os erros da história, fizéssemos o contrário, e nos transformássemos nos próprios autores da nossa história? Talvez fizéssemos diferente, certamente cometeríamos erros e poderíamos recomeçar, sempre. Mas não! Nos habituamos a dizer: “isso não vai dar certo”, “eu não acredito que isso possa mudar”, ou reproduzimos discursos como “O governo não faz nada”, “isso é responsabilidade do governo”. Tenho certeza que vão concordar, já estamos todos cansados de ouvir tudo isso, não é mesmo? Queremos mudança, e o que faremos para mudar a nossa realidade? Se não conseguimos mudar hábitos simples do nosso dia-a-dia, fazendo a parte que nos cabe, esperamos que o outro seja o único responsável pelas mudanças que teorizamos como possíveis, mas que não praticamos? No domingo, por exemplo, teremos o Referendo e alguns vão dizer, “que não era o momento dele acontecer”, ok! Nesse ponto todos concordamos, mas está aí e precisamos decidir. E a minha reflexão é a seguinte: temos, por milênios, fabricado guerras, até as tais guerras ditas “santas” foram produzidas por nós. Desde a existência do homem na face Terra, a humanidade pratica a violência, revidando as agressões, às vezes matando friamente, como animais ferozes, incapazes de raciocinar no momento da ira. A minha pergunta é, de lá para cá o que mudou? O que parece é que nossas teorias não têm surtido efeito positivo na prática. Muito pelo contrário, tem ajudado a construir o caos em que vivemos. Esse não deve ser o cenário que buscamos para a nossa vida e a de nossos filhos. Pode ser este o momento de colocarmos em prática os pequenos ensaios de amor que a humanidade já escreveu. Sim, porque se existe o mal, também existe o bem, seu exército é grande, mas tímido ainda. Sejamos “extravagantes” ao praticarmos o bem, para ensinarmos pelo exemplo. Escrito por Elizangela Costa às 00h32
envie
esta mensagem
Carolina, doce Carolina!
Eu fico aqui, na varanda ou na janela do quarto, preso nesta cadeira de rodas, observando a vida acontecer. Sei da vida de quase todos aqueles que moram de frente a minha casa, não porque eu seja um curioso, mas é que não me resta o que fazer, a não ser esperar que alguém me leve à varanda, de onde só saio para as refeições e para voltar ao quarto. Assim aprendi a gostar de observar. Desse modo, fico imaginando o que eu faria se pudesse voltar a viver, falando, cantando, vibrando, enfim, sentindo a vida, vivendo. E foi num desses dias repetidos de minha vida que conheci Carolina. Carolina é a minha vizinha. Eu a observo todos os dias e pude perceber: embora tente dissimular sua tristeza, com um belo sorriso nos lábios, é uma moça triste! Ela não faz isso por que é má pessoa, simplesmente finge, como a maioria das pessoas, porque tem medo que elas descubram a tristeza que habita seu coração. Ela deve ter seus 28 anos, é simpática e cumprimenta a todos. Não tem muitos amigos, mas aqueles que vêm visitá-la parecem ter por ela muito carinho. Eu também a quero bem. Todas as manhãs, antes de entrar no carro, ela olha para mim, que já estou bem cedinho em meu lugar, acena com um sorriso nos lábios, entra no carro e sai. Só volta à noite, com um olhar cansado. Carolina parecia ser sozinha, mas observei que de vez em quando um rapaz, um pouco mais velho que ela, vinha visitá-la. Acho que não era daqui, porque aparecia a cada dois meses e ficava uns três dias, no máximo. Nesses dias, seu bom dia era diferente e parecia verdadeiramente sentir a alegria tão dissimulada no restante do ano.Alguns mistérios rondam a sua vida, sabe-se que antes de vir para cá, brigou com o pai, agora mora na casa da frente. Eu gosto dela, parece ser boa gente. Na semana passada, o tal rapaz esteve aí, ela veio feliz até a porta para recebê-lo. Pulou em seus braços e ele a rodopiou como se quisesse prendê-la pra sempre naquele abraço. Saíram juntos. Ela não se cabia em si de contentamento. Seu sorriso é realmente diferente quando ele está aqui. No dia seguinte, bem cedinho, o táxi parou em frente à sua casa, ele saiu com uma mala nas mãos, olhar triste, cara de poucos amigos. Eu vi quando Carolina abriu a cortina e o olhou pela janela. Seus olhos estavam vermelhos e inchados. Ela sofria!Que triste dilema ronda essa história? Nos dias que se seguiram, ela não saiu de casa, nem mesmo para visitar sua mãe como costuma fazer aos sábados. De vez em quando, debruçava-se no parapeito da janela com os vidros fechados e com os olhos perdidos em algum ponto, chorava desconsolada. Fiquei imaginando que eu gostaria de poder andar e ir até lá oferecer meus ombros a ela. Coitadinha da Carolina, tão jovem pra tanta tristeza! Se ela soubesse o que é a vida de um pobre moribundo como eu, depois de um derrame, não perderia tempo com tanto sofrimento. Se esse cara foi embora e a deixou, sorte dela! Merece alguém que valorize o tesouro que é. Mas o fato é que, desde o dia que o rapaz se foi, Carolina não abriu as janelas, nem saiu de casa. Há dois dias não vai trabalhar. Olha...ela acaba de abrir a porta, mas... espera, não parece estar pronta para o trabalho. Ainda está triste, olhando o chão, o céu, como a procurar uma solução. Agora seu olhar encontrou o meu. Então ela atravessou a rua, sentou-se ao meu lado e começou a falar-me de sua vida, disse que o tal rapaz é o seu grande amor, mora no interior de São Paulo, é divorciado e tem um filho. Na semana que esteve com ela, disse que estava reatando o casamento, porque não suportava mais viver longe do filho, sentia-se um pai ausente.Ela tentou argumentar, dizendo que não precisava reatar um casamento falido para ser um pai presente, mas desistiu, sabia que ele não estava preparado para viver aquele amor. Os olhos da doce Carolina estavam marejados de lágrimas e à medida que contava parecia sentir uma imensa dor. Com muito pesar eu a ouvia, ao mesmo tempo, perguntava-me, por que vinha desabafar com um pobre velho que não andava e mal balbuciava palavras? Talvez por isso ela tenha me escolhido. Carolina precisava desabafar, não queria palpite, opinião, queria alguém que apenas a ouvisse. Eu ali, impotente, e aquela doce garota chorando e sofrendo, como a perguntar o que fazer. Eu seria merecedor de sua confiança? Nem em minha casa as pessoas percebem a minha presença, não perguntam como foi o meu o dia, acham que preciso apenas tomar sol, alimentar-me e dormir. Até minhas filhas parecem ter esquecido que eu gostava de ouvi-las e contar histórias de quando era garoto, antes do derrame colocar-me aqui, nesta cadeira de rodas. E Carolina agora, fazia-me lembrar de tudo isso. Ah... garota! Se soubesse o bem que está fazendo a esse pobre velho solitário, viria sempre desabafar. Senti-me tão importante naquele dia! “O melhor remédio é o tempo, o tempo se encarregará de curar suas feridas”, pensei. Até parece que ela ouviu meu pensamento. Olhou bem dentro dos meus olhos, agradecendo o favor que tinha feito de ouvi-la, pedindo para que não me preocupasse, porque o tempo cuidaria das feridas do seu coração. Consegui esboçar um sorriso, como se quisesse confirmar o que havia dito, ela entendeu. Pousou suas mãos generosas em meu rosto e disse: o senhor é um tesouro, um anjo que caiu do céu para mim, posso vir sempre jogar conversa fora? Todo orgulhoso, baixei a cabeça em sinal positivo, com um leve sorriso. Então Carolina despediu-se com um beijo em minha testa e foi-se embora. Hoje ela foi trabalhar, e lá do outro lado, gritou com um sorriso maroto, “hoje estou atrasada, mas amanhã o senhor não me escapa... vai ter que me ouvir!” É Carolina, se você soubesse o bem que a sua juventude e a sua alegria provocam em velhos como eu, jamais ficaria triste, porque o mundo parece mais suave quando não se está sozinho nele. Carolina, doce Carolina! Escrito por Elizangela Costa às 19h54
envie
esta mensagem
Amor Eterno
Sublime poesia toca o meu coração, O sol parece mais belo És tu? Que magia é essa que nos envolve dessa maneira? Tem tudo uma única resposta És tu! Meu amor, meu desejo, Escrito por Elizangela Costa às 15h52
envie
esta mensagem
Ilusão!
Euforia de sentimento Que fizeste comigo, coração? Que fiz eu? Volto eu ao ontem Escrito por Elizangela Costa às 21h32
envie
esta mensagem
Amores Eletrônicos, será?
Elizangela Costa Estou aqui pensando sobre esses amores que nascem entre duas pessoas de maneira tão controversa. Desde que passei a me entender por gente, isso lá pelos 13 anos, quando comecei a perceber o mundo com olhos mais curiosos, aprendi que duas pessoas se encontravam e se apaixonavam. Veja que interessante, 17 anos depois descubro não ser essa a única maneira de um coração “quedar-se” de amor. E tudo isso graças a nada mais e nada menos que a “bendita” tecnologia! Bendita seja a tecnologia que nos permite atravessar oceanos, cidades, países, morros, vales, fronteiras antes intransponíveis, agora tão comuns no dia-a-dia de jovens, adultos, velhos, de todo aquele que não aceita o chão como o limite para a felicidade. Falo dos internautas, que agora não são tão jovens assim. Falo dos sites de encontros, de namoro. Acontece assim: Um dia você se sente sozinho, achando que tudo “pode estar perdido” e que realmente o grande amor da sua vida não vai acontecer ou se acontecer terá que esperar, esperar, esperar. Até que um dia você recebe um e-mail convidando-o a fazer parte daquele grupo de pessoas que buscam o mesmo que você. Amigos, aventura, companheiros e você pensa “será?!”, “Isso não funciona, mas o que vou perder?”.E, então, estamos lá espalhando nossos ansiosos dedinhos pelo teclado. Uma aventura apenas, uma idéia, sei lá?! Bem... quando você olhou, achou que fosse simples. Primeira barreira: é preciso fazer um perfil, características físicas, profissionais, emocionais, desejos etc etc etc. E você se pega pensando ”e agora, o que vou dizer de mim? O que seria interessante dizer em tão poucas linhas?” Então você procura suas melhores características, e coloca lá. Depois o mais interessante, define o perfil de parceiro(a) que deseja encontrar. No fundo você não acredita que isso realmente possa dar certo. Mas “não custa nada tentar”. Primeiro dia: uma bateria de pessoas interessadas em te conhecer. Você fica encantado(a)! Como pode ser? Então funciona?! Aí você responde a alguns, a outros não. Mas na verdade, nem todos vão permanecer na sua lista de “Favoritos”. Então vocês trocam mensagens, fotos, descobrem pontos em comum. Desejam imensamente a cada dia ser mais que um(a) “amigo(a) virtual”. Mas... bem... tudo depende de um pequeno detalhe, mínimo por sinal: Ele (ou ela) está do outro lado do mundo! WOW! E agora? Começam as loucuras, telefonemas semanais, diários e é aí que a coisa complica. Como podemos querer tanto, desejar tanto alguém que não conhecemos inteiramente? Ou será que o conhecemos mais do que podemos conhecer um homem/ mulher num encontro convencional? De repente, percebo que o mundo mudou tanto, as relações mudaram muito. Talvez essas mudanças não sejam tão boas assim, afinal estamos a cada dia mais enclausurados entre quatro paredes, viajando pelo mundo na tela de um computador. Incrível não?! Talvez façamos isso com a ilusão de poupar-nos das desilusões amorosas. Ilusão! Amores eletrônicos também decepcionam. De repente, você se entrega a cada dia a uma pessoa que pode sumir para sempre sem que você possa encontrá-la jamais. Sem falar que coisas piores podem acontecer. É preciso ter muito cuidado! Nunca se sabe até que ponto o outro está dizendo a verdade. Mas deixemos de lado, neste momento, esse aspecto. Fica aí o alerta! Quero dizer que o amor não tem fronteiras. Que podemos ser tomados por ele de uma maneira inusitada. Deixamos rolar e nos arriscamos em estar enganados ou deixamos tudo isso de lado e vamos buscar o real? Até que ponto sabemos o que é real na internet e o que é virtual na vida real? Pode ser que o nosso amor esteja mesmo bem ali, do outro lado do oceano. E aí, o que devemos fazer? Eu tenho amigos que se casaram assim, é um exemplo. Bem, o que encanta nessa história é essa possibilidade antes “impensada” e fantástica que um recurso tecnológico nos oferece. É claro que nada substitui o contato, a troca de um olhar de cumplicidade, a química, necessária e fundamental para que o amor aconteça efetivamente. Essa magia da possibilidade é divina, simplesmente divina! Não é tudo, é verdade, mas não devemos dispensá-la, descartá-la. Prefiro tentar, correr o risco a ter que conviver com um “e se fosse ele o homem/mulher da minha vida?” Bem...se fosse, já era! Mas não para mim. Quero deixar-me levar pela poesia do encontro e pela magia da possibilidade, simplesmente! Escrito por Elizangela Costa às 23h17
envie
esta mensagem
|
Meu Humor
Quem sou
Sou uma pessoa extrovertida, comunicativa, companheira e amiga. Adoro música! Música é minha essência e amo literatura!
Histórico 06/01/2008 a 12/01/2008 16/12/2007 a 22/12/2007 19/03/2006 a 25/03/2006 22/01/2006 a 28/01/2006 18/12/2005 a 24/12/2005 13/11/2005 a 19/11/2005 30/10/2005 a 05/11/2005 16/10/2005 a 22/10/2005 09/10/2005 a 15/10/2005 Votação Dê uma nota para meu blog Outros sites UOL - O melhor conteúdo BOL - E-mail grátis
Indique
este blog |
||
| |
|||
| |
|
|
|